Criado em 1990 pelo Jornalista, Poeta e Produtor Cultural Ademir Bacca, o Congresso Brasileiro de Poesia teve suas primeiras edições realizadas na cidade de Nova Prata. A partir de 1996 passou a ser realizado em Bento Gonçalves. O Congresso Brasileiro de Poesia acontece durante uma semana com o apoio da Prefeitura Municipal de Bento Gonçalves e de Empresas e Comércio e é uma realização do Proyecto Cultural Sur Brasil.
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
XXIII Congresso Brsileiro de Poesia
XXIII Congresso Brasileiro de Poesia
XX Mostra Internacional de Poesia Visual
III Mostra Cine Vídeo Poesia
5 a 10 de outubro - 2015 - Bento Gonçalves-RS
Poeta Homenageado: Tanussi Cardoso
Curadorias: Artur Gomes, Hugo Pontes, Jiddu Saldanha e Tchello Barros
Coordenação Geral: Ademir Antônio Bacca
a musa e uma câmera fotográfica
curta com Isadora Zecchin, filmado
na Cachçaria - Bento Gonçalves-RS - outubro 2014 - durante o XXII Congresso Brasileiro de Poesia - Fulinaíma Produções - direção: Artur Gomes
https://www.youtube.com/watch?v=7Gc5kteQNNo&list=UU3d8xoVqrdTDFZ2dKIfRanQ
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Congresso Brasileiro de Poesia - em 2015 - 25 anos
Marina Colasanti na primeira edição
do Congresso Brasileiro de Poesia -
Nova Prata-RS - 1990
Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
desejasse.
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há um tempo.
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.
Hilda Hilst (primeiro poema de Júbilo, Memória e Noviciado da Paixão)
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água
desejasse.
Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.
Te olhei. E há um tempo.
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta
Olha-me de novo. Com menos altivez.
E mais atento.
Hilda Hilst (primeiro poema de Júbilo, Memória e Noviciado da Paixão)
MAPA DE ESPERANÇA
Vinha pisando sobre toda a praia,
o sangue quieto — ou quase quieto —,
os pensamentos leves como espumas
e os cabelos soltos como nuvens.
Trágica como princesa de elegia,
meu estandarte é o desespero,
minha bandeira, indecisão.
Ainda assim, alegria, te festejo.
Olga Savary
Arraial do Cabo
1971
Vinha pisando sobre toda a praia,
o sangue quieto — ou quase quieto —,
os pensamentos leves como espumas
e os cabelos soltos como nuvens.
Trágica como princesa de elegia,
meu estandarte é o desespero,
minha bandeira, indecisão.
Ainda assim, alegria, te festejo.
Olga Savary
Arraial do Cabo
1971
terça-feira, 5 de agosto de 2014
nu vem mal aimé
Nu Vem Mal Aimé
para Joaquim Branco
comme si
os DADOS
do mal
armados
como numa constelação
comme si
de um golpe
SOL
dados
do bem
caindo
pela
rampa
do
azar
comme si
lançado
de um LANCE
em circunstâncias eternas
comme si
pluma
solitária
perdida
comme si
do fundo
de um naufrágio
nuvem-nuvem névoa branco sopro
por trás
do SONO
comme si
um SOCO
dentro da manhã
comme si de um LANCE
se desmonte o POEMA
se extirpem
os diademas
comme si de um reLANCE
se desmanchem os dramas
e salvas se dissolvam
as tramas
do ACASO
comme ça
Ronaldo Werneck
XXII Congresso Brasileiro de Poesia
XIX Mostra Internacional de Poesia
II Mostra Cine Vídeo Poesia
Bento Gonçalves-RS – 6 a 11 de outubro 2014
sábado, 26 de julho de 2014
XIX Mostra Internacional de Poesia Visual
A Poesia Visual e Áudio Visual de Ronaldo Werneck
vai estar na XIX Mostra Internacional de Poesia Visual
e II Mostra Cine Vídeo Poesia - curadoria: Artur Gomes
XXI Congresso Brasileiro de Poesia
De 6 a 11 de outubro – Bento Gonçalves-RS
Coordenação geral: Ademir Bacca
remessas de poemas e vídeos poemas até 1 de setembro para cx postal 41 - Bento Gonçalves-RS - 95700.000
vai estar na XIX Mostra Internacional de Poesia Visual
e II Mostra Cine Vídeo Poesia - curadoria: Artur Gomes
XXI Congresso Brasileiro de Poesia
De 6 a 11 de outubro – Bento Gonçalves-RS
Coordenação geral: Ademir Bacca
remessas de poemas e vídeos poemas até 1 de setembro para cx postal 41 - Bento Gonçalves-RS - 95700.000
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
poesia do brasil
imagem henrygGrossman
os caramujos gritam
nos mamoeiros
do quintal
sabem
que sou eu
que me aproximo
nem humano
nem cruel:
apenas limpo
de faca
em punho
(enferrujada)
em silêncio
como deve ser
um assassino
alguns apenas
olham e resmungam
antes da queda
outros sussurram
numa língua
de sibilas
sou o ponto cego
no amarelo
do quintal
entre pedras
vou abrindo
suas almas
carlos moreira
um poema para ana elisa
eu pesquei o céu
não dos anjos e santos
o céu dos poetas
que é bem mesclado mesmo
de infernos
*líria porto
Vitrine contra ignorância
Minha pele não é branca
Minha pele não é preta
Minha pele não é amarela
Minha pele é transparente
Para que possas ver
Meu sangue
Vermelho
Minhas vísceras
Iguais às tuas
Meus ossos propensos
A osteoporoses
Meu raio x
Da mesma tua
Fragilidade.
Adriane Garcia
Poetria
poema é face descoberta
de tudo que pulsa
poema é atitude permanente
em tudo que passa
(que massa)
Lau Siqueira
In Poesia Sem Pele
Reynaldo Bessa - fotografado
por artur gomes no PSIU Poértico - Montes claros-MG
quando eu tinha oito anos
descobri o tempo.
ele estava numa plaqueta,
numa mercearia
dizia: “ fiado só amanhã”
foi aí que percebi que o tempo
não posa para fotos
Reynaldo Bessa
Do livro: Outros Barulhos
Prêmio Jabuti – 2009
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
poesia do brasil
Quero apenas
Além de mim, quero apenas
essa tranqüilidade de campos de flores
e este gesto impreciso
recompondo a infância.
Além de mim
– e entre mim e meu deserto –
quero apenas silêncio,
cúmplice absoluto do meu verso,
tecendo a teia do vestígio
com cuidado de aranha.
Olga Savary
Salgado Maranhão - f
fotografado por Artur Gomes na 7ª FELIZ - São Luís - Maranhão
Além de mim, quero apenas
essa tranqüilidade de campos de flores
e este gesto impreciso
recompondo a infância.
Além de mim
– e entre mim e meu deserto –
quero apenas silêncio,
cúmplice absoluto do meu verso,
tecendo a teia do vestígio
com cuidado de aranha.
Punho da
serpente
eu acompanho o movimento da serpente
e seu diálogo com a rã.
é tanto que quando a chama
ao seu seio,
não o faz como quem mata
mas como quem constrói seu ser.
e o faz com tal leveza
que a rã se esquece que é presa
e passa a ser sua irmã.
que no combate
o punho seja assim:
quase uma imaginação,
que entre tão suave
como a nossa afeição.
Salgado Maranhão
Do Livro: A Cor da Palavra
Prêmio da academia Brasileira de Letras - 2011
Minha Casa
Zeca
Baleiro
gravada no CD Líricas
MZA Music - São Paulo
É mais fácil
Cultuar os mortos
Que os vivos
Mais fácil viver
De sombras que de sóis
É mais fácil
Mimeografar o passado
Que imprimir o futuro...
Não quero ser triste
Como o poeta que envelhece
Lendo Maiakóvski
Na loja de conveniência
Não quero ser alegre
Como o cão que sai a passear
Com o seu dono alegre
Sob o sol de domingo...
Nem quero ser estanque
Como quem constrói estradas
E não anda
Quero no escuro
Como um cego tatear
Estrelas distraídas
Quero no escuro
Como um cego tatear
Estrelas distraídas...
Amoras silvestres
No passeio público
Amores secretos
Debaixo dos guarda-chuvas
Tempestades que não param
Pára-raios quem não tem
Mesmo que não venha o trem
Não posso parar
Tempestades que não param
Pára-raios quem não tem
Mesmo que não venha o trem
Não posso parar...
Veja o mundo passar
Como passa
Uma escola de samba
Que atravessa
Pergunto onde estão
Teus tamborins?
Pergunto onde estão
Teus tamborins?
Sentado na porta
De minha casa
A mesma e única casa
A casa onde eu sempre morei
A casa onde eu sempre morei
A casa onde eu sempre morei...
Tudo
é nada
a
cidade abandonada
e
essa rua não tem mais
nada
de mim
nada.
Noite
alta madrugada
na
cidade que me guarda.
E
esta cidade me mata
de
saudade
é
sempre assim.
Toda
palavra calada
nesta
rua da cidade
que
não tem mais fim.
Torquato
Neto
os
homens falam
as
pedras ouvem
se
precipitam quando voam
meteorito
pedra
com comportamento de vento
o
som das pedras
materializado
na voz do vento
mas
a dúvida tem mãos pesadas
e
a dúvida é maior que a vida
depois
que a cortina da pálpebra se abriu
o
som do sol se destruindo para alumiar
nunca
mais cessou
Amarildo
Anzolin
Do
livro: EU TAMBÉM
cidade
acesa
meu
coração inquieto
quer
zanzar
pela
madrugada adentro
dentro
de você
ele
quer te abrasar
quer
mel e beleza
quer
te namorar
de
pau duro
e
palavras acesas
Aroldo
Pereira
In
parangolivro
Guilherme Rodrigues -
fotografado por Artur Gomes no 27º PSIU Poético
Montes Claros das Minas Gerais
II.
a retina me incorpora
meu
corpo para
a
um olho estranho,
que,
por ser olho,
tem
um corpo vivo,
que
sendo outro,
é
um corpo estranho,
e,
por ser olho,
mais
estranho ainda,
e,
por ser corpo,
traz
a si meu corpo
e
em vasto escopo
vê
meu corpo todo
e
o meu corpo-olho,
(ou:
muito-pouco)
capta
o outro olhos
-
corpo-ímã –
que
captado, corpo,
por
meu olho,
me
incorpora
à
sua retina
Guilherme
Rodrigues
Do
livro: RETINAS
guilhermerodrigues1984@gmail.com
Lau Siqueira
- fotografado por Artur Gomes na 31ª Feira do Livro de Brasília-DF
capoeira
um
corpo
visível
pomo nuca
soluça
na taça
não
cabe no oco
indo
rugindo indo
surgindo
dentro
como
raiz
que
floresce asas
Lau
Siqueira
In
Poesia Sem Pele
www.poesia-sim-poesia.blogspot.com
Celso Borges
- fotografado por Artur gomes na 7ª FELIZ - São Luís - Maranhão
O
Incêndio da Casa dos Lordes e dos Comuns
do
outro lado do mundo
beira
de um rio londrino
o
pintor Joseph Mallord William Turner
toca
fogo no fim do céu
no
dia seguinte a Tate Gallery anuncia o leilão do pôr-do-sol
Celso
Borges
No
livro BELLE EPOQUE
Flávia D´Angelo
- fulinaimando pelo mundo no delírio do poeta
VORAGEM
não tapa
minha cara
que boca
não cala
respiro
profundo
me seca
estressa
com língua
na meta
no poço
te afundo
que forte
me acho
não meço
só faço
respiro meu mundo
não temas
se fraco
não tentes
cansado
entrar
no meu fundo.
Flavia D'Angelo
http://trapeziotrs.blogspot.com.br/
não tapa
minha cara
que boca
não cala
respiro
profundo
me seca
estressa
com língua
na meta
no poço
te afundo
que forte
me acho
não meço
só faço
respiro meu mundo
não temas
se fraco
não tentes
cansado
entrar
no meu fundo.
Flavia D'Angelo
http://trapeziotrs.blogspot.com.br/
Assinar:
Postagens (Atom)





















