P. Leminski, por Fraga. |
Paulo Leminski Filho (Curitiba, 24 de agosto de 1944 — Curitiba, 7 de junho de 1989) foi escritor, poeta, compositor, contista, tradutor, biógrafo, publicitário e professor brasileiro. Era, também, faixa-preta de judô.
Dos poetas da sua geração, Paulo Leminski foi aquele que com maior radicalidade integrou a artesania da palavra com a espontaneidade da criação. Sem pudores de rimar humor e dor, seus textos podem ser lidos em múltiplos registros, do culto ao popular, sem perder seu poder de comunicabilidade. Estudioso de línguas e pesquisador da linguagem, sua obra está mais próxima a da "poesia de invenção", e na prosa, ao "experimentalismo", tendo em seu "Catatau" e em "Agora é que são elas", dois momentos altos desta prosa chamada por ele mesmo de "porosa".
P. Leminski, por Marcos Guilherme. |
Mestiço de pai polonês com mãe negra, é dono de uma extensa e relevante obra. Desde cedo, Leminski inventou um jeito próprio de escrever poesia, trabalhando poemas breves, trocadilhos, brincando com ditados populares. Foi um importante divulgador do haicai no Brasil, gênero da poesia japonesa que praticava com maestria. Aos catorze anos, foi para o Mosteiro de São Bento em São Paulo, onde estudou grego e latim. Participou do I Congresso Brasileiro de Poesia de Vanguarda onde conheceu Haroldo de Campos, amigo e parceiro em várias obras.
Estreou em 1964 com cinco poemas na revista Invenção, dirigida por Décio Pignatari, porta-voz da poesia concreta paulista. Teve ao seu lado por vinte anos a poeta Alice Ruiz, com quem teve três filhos. Juntos influenciaram decisivamente não apenas a cena da poesia da sua época, mas, toda uma geração.
A música foi uma de suas paixões, proporcionando uma discografia rica e variada. Verdura, de 1981, foi gravada por Caetano Veloso no disco Outras Palavras. Por sua formação intelectual, Leminski é visto por muitos como um poeta de vanguarda, todavia por ter aderido à contracultura e ter publicado em revistas alternativas, muitos o aproximam da geração da poesia marginal. Em 1975 lançou o seu ousado Catatau, que denominou "prosa experimental".
P. Leminski, por Seto. |
Além de poeta e prosista, Leminski foi também tradutor. Sua personalidade inquieta, intensa e carismática, seu pensamento arrojado e inventivo, transformou-o em referência no cenário da cultura brasileira.
Conviveu com poetas, músicos e intelectuais de sua época como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Régis Bonvicino, Moraes Moreira, Itamar Assumpção, José Miguel Wisnik, Arnaldo Antunes, Wally Salomão, Jorge Mautner, Antônio Cícero, Antonio Risério, Julio Plaza, Reinaldo Jardim, Fred Maia, Regina Silveira, Helena Kolody, Turiba, Ivo Rodrigues. Foi tradutor de Alfred Jarry, James Joyce, John Fante, John Lennon, Samuel Beckett e Yukio Mishima.
Entre 1987 e 1989 foi colunista do Jornal de Vanguarda que era apresentado por Doris Giesse na Rede Bandeirantes. Foi um estudioso da língua e cultura japonesas e publicou em 1983 a biografia de Matsuo Bashô. Leminski também era faixa-preta de judô. Sua obra literária tem exercido marcante influência em todos os movimentos poéticos dos últimos 30 anos.
Fonte texto: alexandre-brito.blogspot.com
"esta vida é uma viagem
pena eu estar
só de passagem"
pena eu estar
só de passagem"
Em sua correspondência a Régis Bonvicino, Leminski declara:
"Ser poeta é ter nascido com um erro de programação genética que faz com que, em lugar de você usar as palavras pra apresentar o sentido delas, você se compraz em ficar mostrando como elas são bonitas, têm um rabinho gostoso, são um tesão de palavra."
"O poeta é aquele que deglute a palavra como objeto sexual mesmo, como um objeto erótico. Para mim, a poesia é a erotização da linguagem, o princípio de prazer na linguagem."
CRONOLOGIA DA VIDA E OBRA DE PAULO LEMINSKI
P. Leminski, por Zel humor. |
1944 - Nasce em Curitiba, no dia 24 de agosto, filho de Paulo Leminski e Áurea Pereira Mendes Leminski.
1949 - Muda-se com a família para Itapetininga, São Paulo, por ocasião da promoção do pai a subtenente do Exército e sua transferência.
1956 - A família volta a viver em Curitiba.
1958 - Com autorização dos pais, muda-se para São Paulo para estudar no colégio do Mosteiro de São Bento, em regime de internato.
1959 - Volta para Curitiba após desligamento do Colégio São Bento por questões disciplinares.
1963 - Ingressa nos cursos de letras e direito ao mesmo tempo. Participa da Semana Nacional de Poesia de Vanguarda, realizada na Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, em Belo Horizonte.
1964 - Tem cinco poemas publicados na revista concretista Invenção. Abandona os dois cursos e começa a trabalhar como professor num curso pré-vestibular.
1968 - Casa-se com a poeta Alice Ruiz.
1969 - Muda-se para o Rio de Janeiro, e trabalha como jornalista em diversas publicações. Numa delas, o Jornal do Escritor, publica o Poema com Aparato Persa e um ensaio sobre o concretismo, ainda inédito em livro.
P. Leminski, por Cliente Farol Multimídia. |
1971 - Volta a viver em Curitiba, onde trabalha como professor de cursinhos pré-vestibular.
1972 - Começa sua carreira como redator em agências de publicidade
1975 - É lançado seu romance experimental Catatau.
1981 - Caetano Veloso grava a música Verdura, com letra do poeta, no disco Outras Palavras.
1983 - Inicia sua colaboração com a Editora Brasiliense, que se estende até 1986.
1984 - Escreve em parceria com o compositor Guilherme Arantes a trilha sonora do musical infantil Pirlimpimpim, produzido pela Rede Globo.
1988 - É convidado a criar um programa de cultura na TV Bandeirantes, o Jornal de Vanguarda, que ele apresenta de segunda a sexta.
1989 - Morre em Curitiba no dia 7 de junho.
1990 - As biografias de Cruz e Sousa, Matsuó Bashô, Jesus e Leon Trostki, escritas na década de 1980, são reunidas num único volume, Vida.
1991 - Publicação de La Vie en Close.
1992 - Publicação de Uma Carta uma Brasa Através/ Cartas a Régis Bonvicino.
1994 - Publicação de Metamorfose - Uma Viagem pelo Imaginário Grego (ensaios).
1991 - Publicação de La Vie en Close.
1992 - Publicação de Uma Carta uma Brasa Através/ Cartas a Régis Bonvicino.
1994 - Publicação de Metamorfose - Uma Viagem pelo Imaginário Grego (ensaios).
OBRA POÉTICA DE PAULO LEMINSKI
Poesia
____. Polonaises. Curitiba: Ed. do Autor, 1980.
____. Não fosse isso e era menos, não fosse tanto e era quase (80 poemas). Curitiba: Zap, 1980.
____. Tripas. Curitiba: Ed. do Autor, 1980.
____. Caprichos e relaxos. São Paulo: Brasiliense, 1983.
____; RUIZ, Alice. Hai Tropikais. Ouro Preto: Fundo Cultural de Ouro Preto, 1985.
____. Um milhão de coisas. São Paulo: Brasiliense, 1985.
____. Caprichos e relaxos. São Paulo: Círculo do Livro, 1987.
____. Distraídos venceremos. São Paulo: Brasiliense, 1987.
____. La vie en close. [edição póstuma]. São Paulo: Brasiliense, 1991.
____. Winterverno. [edição póstuma] Com desenhos de João Virmond. Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1994.
____. O ex-estranho. [edição póstuma]. São Paulo: Iluminuras, 1996.
____. Melhores poemas de Paulo Leminski. (Orgs.). MARINS, Alvaro; GÓES, Fréd. São Paulo: Global, 1996.
P. Leminski, por Osvalter (Gazeta do Povo). |
LEMINSKI, Paulo. Catatau. Curitiba: Ed. do Autor, 1975, p. 213.
____. Agora é que são elas. São Paulo: Brasiliense, 1984, p.163.
Novela
LEMINSKI, Paulo. Minha classe gosta. (Logo, é uma bosta). Curitiba: Raposa Magazine. Fundação Cultural de Curitiba/PR, nº 4, nov/1981.
Conto
LEMINSKI, Paulo. Descartes com lentes. [edição póstuma]. Coleção Buquinista. Curitiba: Fundação Cultural de Curitiba, 1995.
____. Gozo Fabuloso. [edição póstuma]. São Paulo: DBA, 2004.
Biografias
LEMINSKI, Paulo. Cruz e Souza, o Negro Branco. São Paulo: Brasiliense. 1985, p.78.
____. Matsuó Bashô, a lágrima do Peixe. São Paulo: Brasiliense, 1983.
____. Jesus A.C. São Paulo: Brasiliense, 1984, p. 119.
____. Trotski: a paixão segundo a revolução. São Paulo: Brasiliense, 1986.
____. Vida. [reunião das biografias anteriores]. Porto Alegre: Sulina, 1990.
"entro e saio
dentro
é só ensaio"
Ensaios (*)
P. Leminski, por Paixão. |
____. Metaformose, uma viagem pelo imaginário grego. [edição póstuma]. São Paulo: Iluminuras, 1994.
____. Ensaios e anseios crípticos. [edição póstuma]. Curitiba: Polo Editorial, 1997.
____. Anseios Crípticos 2. [edição póstuma]. Curitiba: Criar, 2001.
____. "Apêndice". In: POE, Edgar Allan. O corvo. São Paulo: Expressão, 1986.
____. "Poesia paixão da linguagem".In: Sentidos da paixão. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 1987.
____. "Nossa linguagem". [edição póstuma]. In: Leminski, Paulo (Org.). Revista Leite Quente. Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba, v.1, n.1, mar.1989.
* Alguns ensaios disponíveis em: FRÓES, Élson. Site sobre Paulo Leminski [Kamiquase]
* Alguns ensaios disponíveis em: FRÓES, Élson. Site sobre Paulo Leminski [Kamiquase]
Literatura Infanto-juvenil
LEMINSKI, Paulo. Guerra dentro da gente. São Paulo: Scipione, 1986, p. 64.
____. A lua foi ao cinema. [edição póstuma]. São Paulo: Pau Brasil, 1989.
LEMINSKI, Paulo. O anãozinho do bordel. Grafipar, 1979, PR. Reproduzida em "Volúpia" de Júlio Shimamoto. Opera Graphica, SP, 2000.
____. Sinal verde para o prazer. Grafipar - Paraná, 1979.
LEMINSKI, Paulo. Argumento. Peça teatral.
____. Roteiro para documentário sobre o Museu David Carneiro.
____. Quando papai voltar. Roteiro de H.Q.
Correspondências
____. Um escritor na biblioteca ("bate-papo"). Biblioteca Pública do Parana, Curitiba, 1985.
____. Drama da fazenda Fortaleza. (participação no roteiro).
Biografia de Leminski
Correspondências
LEMINSKI, Paulo. Uma carta uma brasa através. [Cartas a Régis Bonvicino]. Iluminuras, São Paulo, 1991.
____. Envie meu dicionário. [Cartas a Régis Bonvicino e alguma crítica]. 34 Letras, São Paulo, 1999.
Entrevistas
LEMINSKI, Paulo. Entrevista concedida pelo poeta paranaense [a Ademir Assunção], publicada na revista Medusa. Curitiba, n. 6, p. 7-9, ago./set. 1999.Entrevistas
____. Um escritor na biblioteca ("bate-papo"). Biblioteca Pública do Parana, Curitiba, 1985.
____. Paulo Leminiski. reunião de entrevistas e resenhas. [Série Paranaenses nº 2], Scientia et Labor, Curitiba, 1988.
Cinema
LEMINSKI, Paulo. Roteiro para documentário sobre o Museu David Carneiro.Cinema
____. Drama da fazenda Fortaleza. (participação no roteiro).
Biografia de Leminski
VAZ, Toninho. Paulo Leminski - O Bandido Que Sabia Latim. Record, 2001, p. 378.
Paulo Leminski - publicações no exterior
Paulo Leminski - publicações no exterior
LEMINSKI, Paulo. Szórakozott Gyozelmunk[Tradução de Zoltán Egressy]. Hungria: Kráter, 1994.
____. Aviso a los náufragos. [Traduzida por Rodolfo Mata]. Coyoacán-México: Eldorado, 1997, p. 79.
____. Lemiskiana: Antología Variada. [Tradução Mario Cámara]. Buenos Aires: Corregidor, 2005.
FERLINGHETTI, Lawrence. Vida sem fim. [Por: Paulo Leminski; Nelson Ascher] São Paulo: Brasiliense, 1984. (Endless life)
JARRY, Alfred. O supermacho. [Por: Paulo Leminski]. São Paulo: Brasiliense, 1985. p. 135. (The Supermale)
JOYCE, James. Giacomo Joyce. [Por: Paulo Leminski]. São Paulo: Brasiliense, 1985,p. 94. Edição bilingüe, tradução e posfácio. (Giacomo Joyce)
LENNON, John. Um atrapalho no trabalho. [Por: Paulo Leminski]. São Paulo:Brasiliense, 1985. (A Spaniard In The Works)
MISHIMA, Yukio. Sol e aço. [Por: Paulo Leminski]. São Paulo: Brasiliense, 1985. (Tayô to tetsu).
PETRÔNIO, Satyricon. [Por: Paulo Leminski]. São Paulo: Brasiliense, 1985, p.19. Tradução do latim. (Satyriconlibri).
. Fogo e água na terra dos deuses. Poesia egípcia antiga. [Por: Paulo Leminski].São Paulo: Expressão,1987, p. 28.Coleção Bagatela II, volume 1.
Produção musical de Leminski
1981 - Mudança de estação. [A cor do Som], no disco "Mudança de estação".
1981 - Valeu. [Paulinho Boca de Cantor], no disco "Valeu".
1982 - Se houver céu. [Paulinho Boca de Cantor], no disco "Prazer de viver".
1982 - Razão. [A Cor do Som], no disco "Magia tropical".
1988 - Filho de Santa Maria. [com Itamar Assumpção], no disco “Intercontinental! Quem diria! Era só o que faltava!!!”.
1990 - Verdura. [Blindagem], no disco "Blindagem".
1988 - Filho de Santa Maria. [com Itamar Assumpção], no disco “Intercontinental! Quem diria! Era só o que faltava!!!”.
1990 - Verdura. [Blindagem], no disco "Blindagem".
1990 - Se houver céu. [Blindagem], no disco "Blindagem".
1993 - Mãos ao alto. [Edvaldo Santana], no disco "Lobo solitário".
1994 - Luzes. [Susana Sales], no disco "Susana Sales".
1996 - Mudança de estação. [A cor do Som], no disco "Ao vivo no circo".
2004 - Flôr de cheiro, Quem faz amor faz barulho, Caixa furada. [com Marinho Gallera], no disco "Fazia poesia".
2004 - Valeu e Se houver céu. [Paulinho Boca de Cantor], no disco "Gera sons - ao vivo".
2004 - Flôr de cheiro, Quem faz amor faz barulho, Caixa furada. [com Marinho Gallera], no disco "Fazia poesia".
2004 - Valeu e Se houver céu. [Paulinho Boca de Cantor], no disco "Gera sons - ao vivo".
2006 - Não Mexa Comigo. [com Casca de Nós] - Estrela Ruiz Leminski e Teo Ruiz, no disco "Tudo tem recheio".
Letras: Paulo Leminski - Música: dos parceiros.
1977/78 - Me provoque pra ver e Buraco no coração. [1º compacto], da banda "A chave".
1982 - Promessas demais. [com Moraes Moreira e Zeca Barreto], gravação porNey Matogrosso.
1982 - Decote Pronunciado. [com Moraes Moreira e Pepeu Gomes], no disco"Coisa acesa".
1983 - Sempre Ângela. [com Moraes Moreira e Fred Góes], no disco "Sempre Ângela" de Ângela Maria.
1983 - Oxalá; Teu cabelo. [com Moraes Moreira], no disco "Pintando o 8".
1983 - Oxalá; Teu cabelo. [com Moraes Moreira], no disco "Pintando o 8".
1984 - Mancha de Dendê não sai. [com Moraes Moreira], no disco "Mancha de dendê não sai".
1984 - Milongueira da Serra Pelada; O Prazer do Poder; Circo Pirado; Xixi nas estrelas; Cadê Vocês?; Coração de Vidro; Frevo Palhaço; Viva a Vitamina. [com Guilherme Arantes] no disco "Pirlimpimpim 2".
1985 - Alma de Guitarra. [com Moraes Moreira], no disco "Tocando a vida".1985 - Vamos Nessa. [com Itamar Assumpção], no disco "Sampa midnight".
1986 - Desejos Manifestos. [com Moraes Moreira e Zeca Barreto], no disco"Mestiço é isso".
1986 - Morena Absoluta. [com Moraes Moreira], no disco "Mestiço é isso".
1988 - UTI. [com Arnaldo Antunes], gravado por Clínica no disco "Clínica".
1990 - Oração de um Suicida. [com Pedro Leminski, Blindagem], no disco"Blindagem".
1990 - Sou legal eu sei; Não posso ver; Palavras; Hoje; Marinheiro; Quanto tempo mais; Legião de anjos. [com Ivo Rodrigues], no disco "Blindagem".
1991 - Lêda. [com Moraes Moreira], no disco "Cidadão".
1991 - Lêda. [com Moraes Moreira], no disco "Cidadão".
1991 - Morena Absoluta. [com Moraes Moreira], no disco "Optimun in Habbeas Coppus".
1992 - Polonaise; e Subir Mais. [com José Miguel Wisnik] no disco "José Miguel Wisnik".
1993 - Alles Plastik. [com Carlos Careqa], no disco "Todos os homens são iguais".
1993 - Alles Plastik. [com Carlos Careqa], no disco "Todos os homens são iguais".
1993 - Freguês Distinto. [com Edvaldo Santana], no disco "Lobo solitário".
1993 - Custa nada sonhar. [com Itamar Assumpção], no disco 'Bicho de sete cabeças".
1994 - Polonaise. [com José Miguel Wisnik], na trilha sonora do filme "Ed Mort".
1994 - Polonaise. [com José Miguel Wisnik], na trilha sonora do filme "Ed Mort".
1996 - Filho de Santa Maria. [com Itamar Assumpção], gravado por Zizi Possi no disco "Mais simples".
1996 - Ode X. [com Marcelo Solla], no disco "Marcelo Solla".
1997 - Lua no Cinema. [com Eliakin Rufino], no disco "Sansara" da Sansara.
1997 - Lêda. [com Moraes Moreira], no disco "50 Carnavais".
1997 - Mancha de dendê não sai. [com Moraes Moreira], no disco "50 Carnavais".
1997 - Parece que foi ontem. [com Bernardo Pelegrini], no disco "Quero seu endereço", da banda Bernardo Pellegrini e o bando do cão sem dono.
1997 - Filho de Santa Maria. [com Itamar Assunção], no disco "Quero seu endereço", da banda Bernardo Pellegrini e o bando do cão sem dono.
1998 - Legião de Anjos; e Rapidamente. [com Ivo Rodrigues], no disco "Dias Incertos".
1995 - Filho de Santa Maria. [com Itamar Assumpção e Banda Beco], no disco"Beco".
1995 - Filho de Santa Maria. [com Itamar Assumpção e Banda Beco], no disco"Beco".
1995 - V. de Viagem; Peso da Lua. [com Banda Beco], no disco "Beco".
1998 - Coisas. [com Celso Loch], no disco "Verfremdungseffekt blues".
1998 - Coisas. [com Celso Loch], no disco "Verfremdungseffekt blues".
1998 - Além Alma. [com Arnaldo Antunes], no disco "um som".
1998 - Dor Elegante. [com Itamar Assumpção], no disco "Petrobras".
1998 - Enquanto vivo. [com Hilton Barcelos], no disco "Olhos de luz".
1999 - Todo susto sob a forma de um súbito arbusto. [com o grupo Soma], no disco “Hoje cedo”.
1998 - Dor Elegante. [com Itamar Assumpção], no disco "Petrobras".
1998 - Enquanto vivo. [com Hilton Barcelos], no disco "Olhos de luz".
1999 - Todo susto sob a forma de um súbito arbusto. [com o grupo Soma], no disco “Hoje cedo”.
2000 - Dor Elegante. [com Edvaldo Santana], no disco “Edvaldo Santana”.
2000 - O Velho Leon e Natália em Coyoacán. [com Vitor Ramil], no disco “Tambong”.
2000 – Reza. [com Titane - musicada por Zeca Baleiro], no disco “Sá Rainha”.
2000 - O Disco Voará. [com Reinaldo Godinho], no disco “Semente bem dita”.
2000 – Reza. [com Miriam Maria - musicada por Zeca Baleiro], no disco “Rosa fervida em mel”.
2000 – Reza. [com Miriam Maria - musicada por Zeca Baleiro], no disco “Rosa fervida em mel”.
2000 - Polonaise II. [com Anna Toledo], no disco “Viva!”.
2001 – Luzes. [com Arnaldo Antunes], no disco “Paradeiro”.
2001 - A palmeira estremece. [com Guca Domenico], no disco "Te vejo".
2001- Perdendo Tempo. no disco “Cartografia Musical Brasileira - Paraná e Santa Catarina", produzido pelo Itaú cultural.
2002 - Tudo a mil. [com Vange Milliet], no disco “Tudo em mim anda a mil”.
2002- Xixi nas estrelas. [com Jair Oliveira], no disco “Superfantástico - quando eu era pequeno”.
2002 – Oxalá (Cesta Cheia De Sexta). [com Gilberto Gil], no disco “To be alive is good”. (Anos 80)
2003 - A lua foi ao cinema. [com Black Maria], no disco “Os quatro elementos-fogo”. (coletânea de bandas paranaenses).
2003 - A lua foi ao cinema. [com Black Maria], no disco “Geração pedreira rock”. (Coletânea)
2004 – Isto. [com Carlos Careqa], no disco “Não sou filho de ninguém”.
2004 - Polonaise. [com Eveline Hecker], no disco “Ponte aérea”.
2004 - Zum-zum-zum; Garganta; Enquanto; Divisa dona; Comportamento, Live with me (parceria com Shakespeare). A chave; Os incomodados que se mudem;Nóis fumo. (parceria com Alice Ruiz). Adolescência; Tarde calor - o coração das meninas; 'Gracias, Graciano'; Fazia poesia. [com Marinho Gallera], no disco “Fazia poesia”.
2005 – Verdura. [com João Lopes], no disco “Bicho do Paraná acústico”.
2006 - Filho de Santa Maria. [com Quarteto Repercussão], no disco “Som mestiço”.
2006 - Ímpar ou Ímpar. [com Estrela Ruiz Leminski e Teo Ruiz], no disco “Música de Ruiz”.
2007 - Cabeça Cortada. [com Neuza Pinheiro], no disco “Olodango”.
2007- Além alma. [com Escola de Robô], no disco “Um mais um mais”.
2007 - Luzes. [com Arnaldo Antunes], no disco “Ao vivo no estúdio”.
2009 - Chuva. [com Luciana Souza], no disco “Tide”.
2009 - Ímpar ou Ímpar. [com Maísa Moura - Estrela Leminski sobre poema de Paulo Leminski], no disco “Moira”.
Caetano Veloso, Paulo Leminski e Moraes Moreira |
Hai Kai
O ideograma de kawa, "rio", em japonês, pictograma de um fluxo de água corrente, sempre me pareceu representar (na vertical) o esquema do haikai, o sangue dos três versos escorrendo na parede da página...
HAI
Eis que nasce completo
e, ao morrer, morre germe,
o desejo, analfabeto,
de saber como reger-me,
ah, saber como me ajeito
para que eu seja quem fui,
eis o que nasce perfeito
e, ao crescer, diminui.
KAI
Mínimo templo
para um deus pequeno,
aqui vos guarda,
em vez da dor que peno,
meu extremo anjo de vanguarda.
De que máscara
se gaba sua lástima,
de que vaga
se vangloria sua história,
saiba quem saiba.
A mim me basta
a sombra que se deixa,
o corpo que se afasta.
- Do livro "Distraídos Venceremos".
Pichações de Leminski em São Paulo
"Poesia Pichada" e "Matéria é Mentira"
Crédito do registro: Site "O Guia Verde"
que seria de mim
se me levassem a sério?"
- Do livro "Distraídos Venceremos".
"Sintonia para pressa é presságio"
AGRA, Lúcio. Oswald de Andrade e Paulo Leminski: um diálogo. Anais do IV Congresso da Abralic - Literatura e diferença, s/d.
BAPTISTA, Josely Vianna. Curitiba de Leminski. Gazeta do Povo, Curitiba, 20 de mai. 1996. Caderno G.
ALBUQUERQUE FILHO, Dinarte. Leminski: O "Samurai Malandro". Editora EDUCS, RS, 2009.
ALEIXO, Ricardo. Um poeta por inteiro. O Tempo, Belo Horizonte, jun. 1999. Magazine.
ANTUNES, Arnaldo. Vida ou vida. Suplemento Literário de Minas Gerais, Belo Horizonte, p. 24, jun. 1999.
ASCHER, Nelson. Leminski combinava excentricidade e exuberância. Folha de S. Paulo, São Paulo, s/d.
ASSUNÇÃO, Ademir. Leminski: o bandido que sabia latim. Revista Medusa, Curitiba, n. 6, p. 3-6, ago./set. 1999.
BARBOSA, Frederico. Leminski-Vida. Folha de S. Paulo, São Paulo, 24 de nov.1990. Ilustrada.
BONVICINO, Régis. Envie meu dicionário. Cartas e alguma crítica. São Paulo: Iluminuras, 1998.
BONVICINO, Régis. Uma carta uma brasa através. São Paulo: Iluminuras, 1992.
BUENO, Wilson. Prosa que se quer poesia. Suplemento Literário de Minas Gerais, Belo Horizonte, jun. 1999.
CALIXTO, Fabiano; DICK, André. A linha que nunca termina. Rio de Janeiro: Lamparina, 2004.
CAMPOS, Haroldo de. Uma leminkíada barrocodélica. In _____. Metalinguagem e outras metas. São Paulo: Perspectiva, 1992. 213-220 p.
CAPISTRANO, Pablo. Descoordenadas Cartesianas: em três ensaios de quase filosofia. Ed. Sebo Vermelho, Natal, RN, 2001.
CARVALHO, Maria Aparecida Oliveira de (Tida). O Catatau de Paulo Leminski: (des) coordenadas cartesianas. Editorial Cone Sul, 2000.
CARVALHO, Tida. O Catatau de Paulo Leminski, des(coordenadas) cartesianas.São Paulo: Cone Sul, 2000.
COURI, Norma. Dez anos sem Leminski. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 19 de jun. 1999. Caderno 2, p. D5.
FERRONI, Rosana Paulillo. Leminski: prosa e poesia. Série Paranaenses, Curitiba: ed. UFPR, n. 2, 1994. 35-39 p.
HOLLANDER, Benjamin. Notas sobre Metaformose, de Paulo Leminski. Gazeta do Povo, Curitiba, jan. 2000. Musa Paradisíaca.
JIMÉNEZ, Reynaldo. Paulo Leminski, o ex-estranho. Revista Tse Tsé, Buenos Aires, n. 6, p. 33-35, 1999.
LIMA NETO, Manoel Ricardo. Caprichos e Relaxos: pequeno percurso para uma poesia de vanguarda. (Dissertação de mestrado). Fortaleza: UFC, 1998.
LIMA, Manoel Ricardo de. Entre percurso e vanguarda: alguma poesia de P. Leminski. Ed. Annablume, São Paulo, SP, 2002.
LIMA, Manoel Ricardo. Prosa porosa: uma leitura para o projeto poético de Paulo Leminski. Revista Monturo, Santo André, n. 3, p. 38-39, 1999.
LOPES, Rodrigo Garcia. Leminski: uma poesia entre o lema, o mim e o apocalipse. Nicolau, Curitiba, jul. de 1989.
LOPES, Rodrigo Garcia. O ex-estranho explora presença e ausência. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 22 de jun. 1996. Caderno 2, p. D6.
MARCOLINO, Francisco Fabio Vieira. Oriente ocidente através: a melofanologopaica poesia de Paulo Leminski. Editora Ideia, João Pessoa, PB, 2010.
MARINS, Álvaro. Paulo Leminski, o hai-kai e outras milongas. Revista Range Rede, Rio de Janeiro, ano 5, n. 5, primavera de 1999.
MARQUES, Fabrício. Aço em flor: A poesia de Paulo Leminski. Belo Horizonte: Autêntica, 2001, p. 135.
MELO, Marcelo de. Leminski e a Cidade: Poesia, Urbanização e Identidade Cultural. (Monografia apresentada ao Curso de História), da Universidade Federal do Paraná, UFPR, Curitiba, 1996, p. 61.
MEMÓRIA de vida (homenagem póstuma). Fundação Cultural de Curitiba, Curitiba, 1989.
MENDONÇA, Maurício Arruda. Catatau: um gabinete de raridades. Occam, Jornal da Fundação Cultural de Curitiba, Curitiba, p. 3, mai. 1996.
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MOREIRA, Paula Renata. Massa para o biscoito e biscoito para a massa:tensões entre expressão e construção na poética leminskiana. (Dissertação de mestrado). Fortaleza: UFC, 2006.
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"nadando num mar de gente
deixei lá atrás
meu passo à frente"
"nadando num mar de gente
deixei lá atrás
meu passo à frente"
P. Leminski |
eu confesso
sou poeta
cada manhã que nasce
uma rosa na face
parem
eu confesso
sou poeta
só meu amor é meu deus
eu sou o seu profeta"
P. Leminski |
- Ademir Assunção, [em artigo]. Caderno Artes e Espetáculos do Jornal da Tarde. São Paulo, 29/3/1991.
"eis a voz, eis o deus, eis a fala,
eis que a luz se acendeu na casa
e não cabe mais na sala"
Título: Ervilha da Fantasia - Uma Ópera Paulo Leminskiana
Sinopse: Um documentário sobre o poeta, prosador e compositor Paulo Leminski a partir de depoimentos registrados em 1985 e reeditados posteriormente a sua morte em 1989, constituindo um verdadeiro testamento de sua obra e pensamento, intermediado por depoimentos de Sylvio Back,Geraldo Magela e Paulo Friebe.
Direção:Werner Schünemann
Tempo: 30 min.
Tipo:Documentário para TV
Formato: Vídeo
Ano de produção:1985
Ano de finalização:1989
Origem: Paraná/Brasil
Produção Executiva: Altenir Silva, Willy Schumann, Werner Schumann
Edição: Eduardo Pioli Alberti.
como de um
que ouvia a chuva
como quem assiste missa
como quem hesita, mestiça,
entre a pressa e a preguiça"
Caprichos e relaxos
Poema com animação, no programa infantil "Castelo Rá-tim-bum"
da TV Cultura de São Paulo, 1994.
Poema com animação, no programa infantil "Castelo Rá-tim-bum"
da TV Cultura de São Paulo, 1994.
"o amor, esse sufoco,
agora há pouco era muito,
agora, apenas um sopro
ah, troço de louco,
corações trocando rosas,
e socos"
A linguagem poética de Paulo Leminski
Poetas Velhos
Bom dia, poetas velhos.
Me deixem na boca
o gosto dos versos
mais fortes que não farei.
Dia vai vir que os saiba
tão bem que vos cite
como quem tê-los
um tanto feito também,
acredite.
P. Leminski e Alice Ruiz |
"você pára
a fim de ver
o que te espera
só uma nuvem
te separa
das estrelas"
Paulo Leminski, Estela Leminski, Alice Ruiz, Leila Pugnaloni, ... |
"pelos caminhos que ando
um dia vai ser
só não sei quando"
"tarde de vento
até as árvores
querem vir pra dentro"
"... é a bronca do homem com essa sociedade urbana industrial moderna que é uma macro máquina projetada sobre nós e que é maior do que nós e que nós temos que nos conformar a ela de um jeito ou de outro, queiramos ou não, pra nos tornarmos viáveis enquanto pessoas, pra podermos pagar as contas no final do mês, a escola das crianças e o aluguel da geladeira...
Esse é um dos papéis tradicionais da poesia, é por isso que todos os povos amam os seus poetas. Eu não sei se todos os povos amam os seus cientistas, mas todos os povos amam os seus poetas... no Brasil, poetas, digamos , vamos pegar assim Vinicius de Moraes, Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso, Milton Nascimento, e seus parceiros, os poetas são amados por milhões... por que é que os povos amam seus poetas? É porque os povos precisam disso que os poetas dizem... uma coisa que as pessoas precisam que seja dita, o poeta não é um ser de luxo, não é uma excressencia ornamental da sociedade, é uma necessidade orgânica de uma sociedade, a sociedade precisa daquilo, daquela loucura pra respirar, é através da loucura dos poetas, através da ruptura que eles representam que a sociedade respira. Dessa pressão que eu estava falando, de de repente você ter uma máquina encima de você, que você não escolheu, não pediu, mas não adianta nada você espernear, ela é maior que você..."
“na rua
sem resistir
me chamam
torno a existir”
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Site oficial de Alice Ruiz
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“Aqui jaz um grande poeta. Nada deixou escrito. Este silêncio, acredito, são suas obras completas.”
fonte: http://www.elfikurten.com.br
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