“{+ POIESIS} – Exposição Internacional de Arte Postal”
O XXIII Congresso Brasileiro de Poesia, em Bento Gonçalves (RS) apresenta em sua programação de 2015 a exposição de Poesia Visual em Arte Postal “{+ POIESIS} – Exposição Internacional de Arte Postal” com uma mesa-redonda sobre Poesia Visual Contemporânea.“
Exposição
“{+ POIESIS} – Exposição Internacional de Arte Postal” é constituída de obras de 72 autores de 19 países, que apresentam seus poemas visuais no sistema da Arte Postal e integra a programação do XXIII Congresso Brasileiro de Poesia, que neste 2015 comemora seu jubileu de 25 anos, consolidando-se como um dos mais significativos eventos de poesia em território brasileiro. A curadoria da mostra conta com a supervisão de Ademir Antônio Bacca, coordenador geral do congresso, e de Artur Gomes, coordenador de Literatura. Na mostra, serão homenageados o poeta Almandrade (BA), por sua trajetória nacional e internacional com a Poesia Visual e a Arte Postal, além do sarau Um Brinde à Poesia (RJ), que tem oportunizado a apresentação da poesia visual contemporânea. Após o período expositivo a mostra terá uma versão na Internet. De acordo com o curador da mostra, o escritor e artista visual brasileiro Tchello d’Barros, a exposição “é um projeto que visa reunir duas vertentes instigantes da chamada poesia experimental, promovendo o encontro dos poemas visuais com o sistema da Arte Postal”.
Artistas:
ALEMANHA: HORST TRESS – MALTE SONNENFELD | ARGENTINA: ADRIAN DORADO – ANA VERÓNICA SUÁREZ – CLAUDIA LIGORRIA - MARIA FERNANDA DE BROUSSAIS – CLAUDIO MANGIFESTA – MADO RESNIK – MARCELA PERAL – MATIAS YGIELKA – OMAROMAR – RAQUEL GOCIOL – SILVIA RAQUEL BONDER | AUSTRÁLIA: ANNEKE BAETEN | BÉLGICA: LUC FIERENS - RENAAT RAMON - SVEN STAELENS | BRASIL: ALEXANDRE DACOSTA – ALMANDRADE – BRUNA BERGER – CARMEM SALAZAR – CONSTANÇA LUCAS – FERNANDO ABRITTA – GIL JORGE – GLÓRIA W. OLIVEIRA DE SOUZA – GUSTAVO JERONIMO – HUGO PONTES – JOAQUIM BRANCO – KAILA LIPP – MARGA MONTEIRO – TCHELLO D'BARROS – TEREZA YAMASHITA – YAN BRAZ | CANADÁ: KATYE O'BRIEN | COLÔMBIA: TULIO RESTREPO | DINAMARCA: MARINA SALMASO - VICTOR VIDAL | ESPANHA: CORPORACIÓN SEMIÓTICA GALEGA – FERRAN DESTEMPLE - JOSÉ L. CAMPAL – PIERRE D. LA | EUA: ARAM SAROYAN – JOHN BENNET – REID WOOD – STEVE DALACHINSKY | HUNGRIA: MÁRTON KOPPÁNY | ITÁLIA: ANGELA CAPORASO – CINZIA FARINA – CRISTIANO CAGGIULA - FRANCESCO APRILE – GUIDO CAPUANO – JIMMY RIVOLTELLA – MASSIMO CONCU – MAYA LOPEZ MURO – ORONZO LIUZZI – ROSSANA BUCCI – VIRGÍNIA MILICI | JAPÃO: ANÔNIMO – KEICHI NAKAMURA – NICHOLA ORLICK | MÉXICO: JOSÉ LUIS ALCALDE SOBERANES | POLÔNIA: MIRON TEE | PORTUGAL: AVELINO ROCHA – BRUNO MINISTRO – MARIA JOSÉ SILVA, MIZÉ - MÁRIO LISBOA DUARTE – NUNO MIGUEL NEVES | SUÍÇA: BRUNO SCHLATTER – DARKO VULIC | TURQUIA: MERAL AGAR – TURKAN ELÇI | URUGUAI: CLEMENTE PADIN
Texto Curatorial:
INTERFACES DA POESIA VISUAL COM A ARTE POSTAL
por Tchello d’Barros*
’’Poesia é... brincar com as palavras’’
José Paulo Paes
{+ POIESIS} apresenta o possível diálogo entre a linguagem da Poesia Visual e o sistema da Arte Postal, estabelecendo um espaço específico - o Cartão Postal - como acesso ao leitor/visualizador dos poemas visuais. Esse hibridismo, essa interação, são características que sempre estiveram presentes tanto na tradição da Poesia Visual quanto nas inventivas redes de trocas de Cartões Postais, suporte que tem abrigado criações visuais nas mais variadas técnicas e conceitos. Não será exagero lembrar que muitos(as) autores(as) transitam nestes dois segmentos que ora se tocam, ora se (com)fundem.
Qual o lugar ideal da Poesia Visual na contemporaneidade? Podemos apontar os livros, jornais culturais, exposições, Internet e mídias digitais, além dos hibridismos nas Artes Visuais e outras linguagens, mas antes de tudo talvez possamos considerar que possa ser o lugar de qualquer (bom) poema: onde possa causar reações estéticas, onde possa comunicar. O poema visual é um sobrevivente de nossa turbulenta passagem para a pós-modernidade, abriu seu espaço na era digital, cruzou a linha do novo milênio, chegou aos nossos dias reinventando-se sempre mais, transgressor, crítico e político. E não veio apenas para ficar, mas para ampliar seu arco temático, seja pelo viés do humor, seja pela crítica mordaz nas abordagens dos grandes temas da humanidade, desde tensões geopolíticas, desníveis socioeconômicos, as relações humanas, até aspectos inusitados do cotidiano.
A Arte Postal – Arte Correo, Mail Art - por sua vez amplia suas redes de trocas simbólicas para todos os continentes, aumentando cada vez mais seus adeptos, e, para além das mostras coletivas, potencializa seus públicos de forma exponencial nos meios virtuais. De uma forma estrutural, ou de sistema, percebemos a Arte Postal, mais viva do que nunca, ampliando suas relações de troca de estesias e tráfico de alumbramentos em redes cada vez mais amplas, em nossa sociedade global, num intercâmbio de obras livres das amarras acadêmicas, das demandas de mercado e do engessamento institucional.
Atenderam ao Chamado desta {+POIESIS} 72 artistas de 19 países, apresentando propostas de veiculação de suas criações em Poesia Visual, no suporte da Arte Postal, ou seja, Cartões Postais contendo poemas visuais de tema livre, com técnicas variadas, como desenho, pintura, colagem, infogravura, fotografia, reprografia, origamis, caligrafia, técnicas mistas, selos autorais e carimbos personalizados. E a diversificação se amplia nos estilos das imagens bem como nas temáticas dessas obras em que cada Cartão Postal possui elementos de manufatura que os tornam únicos, em contraponto com a cultura de massa em que nossa sociedade está inserida.
Provocar relações entre a Poesia Visual e a Arte Postal no cenário brasileiro e internacional; estimular a presença dessas linguagens e suportes nos meios culturais; e tensionar aspectos conceituais para uma possível reflexão ou debate, são alguns pontos de partida desta mostra {+ POIESIS}. E, ainda que se possa pensar também no aspecto da difusão de ambas as categorias em território brasileiro, é também uma forma de oportunizar mais opções, seja para quem quer adentrar esse sistema com suas criações, seja apenas para quem ama a poesia em todas as suas vertentes.
Rio de Janeiro (RJ), Brasil - setembro 2015
*Tchello d’Barros é Escritor, Artista Visual e Curador
Serviço:
Abertura: 06 de outubro de 2015 – as 19 h
Local: Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves (RS), Brasil
Visitação: Até 06 de novembro – Entrada franca
Mesa-redonda: Com Ronaldo Werneck, Hugo Pontes, Tchello d’Barros e mediação de Artur Gomes - 09 de outubro as 15 h no Hotel Vinocap
Links:
{+ P O I E S I S} no Facebook:
https://www.facebook.com/poiesiscuradoria
Link do Congresso Brasileiro de Poesia:
http://poebrasoficial.blogspot.com.br/
Fonte:
Tchello d’Barros
Curadoria { + POIESIS}
tchellodbarros@gmail.com
www.tchellodbarros-poesiavisual.blogspot.com
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
Criado em 1990 pelo Jornalista, Poeta e Produtor Cultural Ademir Bacca, o Congresso Brasileiro de Poesia teve suas primeiras edições realizadas na cidade de Nova Prata. A partir de 1996 passou a ser realizado em Bento Gonçalves. O Congresso Brasileiro de Poesia acontece durante uma semana com o apoio da Prefeitura Municipal de Bento Gonçalves e de Empresas e Comércio e é uma realização do Proyecto Cultural Sur Brasil.
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
domingo, 19 de julho de 2015
jura secreta - a Bento Gonçalves e ao Congresso Brasileiro de Poesia
jura secreta
a Bento Gonçalves
e ao Congresso Brasileiro de Poesia
bebo deste teu vinho
louvando as vinhas de Bacco
como a sagrada escritura
em suas Bodas de Prata
nosso fiel sacramento
lavrado em ruas de Bento
pelas vitrines vidraças
onde tua alma me espelha
e tua pele ultrapassa
todo delírio das liras
no hall do Hotel VinoCap
cachaçaria dois coqueiros
o bar que em tempos primeiros
foi nosso escritório na praça
a cor das tuas esquinas
nos olhos de tuas meninas
e a flor da pele da musa
grafitada em minha blusa
por ser também feminina
a carne da tua uva
nos parreirais e vinhedos
onde mato a minha fome
do amor que não tem nome
grafado entre meus dedos
em toda vertigem do dia
em qualquer noite veloz
teu vinho na minha voz
transpiração algaravia
na argamassa abstrata
concreta foto grafia
esta cidade retrata
palavrAção : Poesia
Artur Gomes
FULINAÍMA Produções
FULINAIMAGEM
quinta-feira, 9 de julho de 2015
IV KINO POÉTICAS 2015
IV [K I N O P O É T I C A S] Mostra Internacional de Audiovisual | 2015
07-10.Out.2015
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Convocatória / Chamada de trabalhos
Convidamos realizadores de Audiovisuais de qualquer nacionalidade a participar da IV [K I N O P O É T I C A S] Mostra Internacional de Audiovisual | 2015 a realizar-se no XXIII Congresso Brasileiro de Poesia, de 05 a 10 de Outubro de 2015 na cidade de Bento Gonçalves (RS), Brasil, promovido pelo Proyecto Cultural Sur. Assinam a curadoria desta mostra os cineastas Artur Gomes (Fulinaíma Produções) e Tchello d’Barros (Td’B Instituto Cultural), com apoio de KINO 3 Assessoria Audiovisual.
BASES
- Inscrição:
Gratuita. Envie por correio físico, com a Ficha de Inscrição impressa até 03 obras, somente na extensão .AVI, com duração máxima de 05 minutos cada, em DVD. Se possível, envie também, na extensão .JPG, um frame ou foto de still para divulgação e se houver, imagem do cartaz físico ou virtual. A pessoa proponente (independente ou representando produtora) deverá constar nos créditos como Produtor(a) ou Diretor(a) ou Roteirista.
- Cronograma
Envio das obras por correio físico: postagem até 31 Agosto 2015
Divulgação dos selecionados: 15 Setembro 2015 por e-mail e pg na Web http://tvfulinaima.blogspot.com.br/.
Exibição: 07 a 09 Outubro 2015
- Tema: POESIA
Como o Poema ou a Poesia transitam nas linguagens e mídias do segmento Audiovisual? Poéticas textuais ou vocabulares conversam bem com Cinema, Vídeo e as novas mídias? De que forma Curtas de Ficção, Minidocumentários, Videoartes, Videopoemas ou Animações abrigam a poesia contemporânea? Pode o meio das Imagens em Movimento ser um veículo de transmissão poética? Se o lugar do poema não é mais apenas o livro, qual o papel do dilema: Poema X Cinema? A mostra KINOPOÉTICAS não tem a pretensão de elucidar essas questões, mas apenas tensioná-las para públicos amantes de poesia e da sétima arte.
- Exibição
As obras serão exibidas em espaços culturais parceiros no XXIII Congresso Brasileiro de Poesia, a realizar-se em Bento Gonçalves, no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Mostra de cunho cultural/educativo, não-competitiva, sem prêmios, sem pró-labore, sem vendas, sem devolução das mídias. Não serão exibidas obras com conteúdo ofensivo, violento, racial ou discriminatório. Haverá certificado digital nominal, a ser enviado ao e-mail do(a) proponente e divulgação na página da mostra na Internet (+ sites parceiros), com documentação fotográfica do evento. O simples ato de enviar o DVD indica a concordância com os termos desta convocatória; autorização de divulgação de seu nome, título da obra e imagens de divulgação da obra, por todos os meios; autorização para exibição em outros espaços culturais e educativos no Brasil e Exterior.
Infos:
TV Fulinaíma: http://www.tvfulinaima.blogspot.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/pages/Mostra-Cine-V%C3%ADdeo-Curtas/309148895931842?__mref=message_bubble
Obs.: os filmes NÃO serão exibidos na Internet.
- Contato (curadores)
Artur Gomes: portalfulinaima@gmail.com
Tchello d’Barros
- Endereço para envio:
Artur Gomes
Rua Voluntários da Pátria, 479 101
Centro – 28030-260
Campos dos Goytacazes, RJ - Brasil
FICHA DE INSCRIÇÃO
IV [CINEPOÉTICAS] Mostra Internacional de Audiovisuais |2105
Serão aceitos até 03 obras postadas em correio físico até 31 de Agosto de 2015, na extensão .AVI, enviados em DVD. Para cada título inscrito deverá ser preenchida uma ficha correspondente. Esta ficha poderá estar no próprio DVD ou impressa.
Nome do(a) proponente:
Sua função nos créditos: ( ) Roteirista; ( ) Produtor(a); ( ) Diretor(a)
Título da obra:
Modalidade: ( ) Ficção; ( ) Doc; ( ) Animação; ( ) Videoarte; ( ) Videopoema;
( ) Outro
País em que a obra foi produzida:
Ano de Produção:
Duração:
Cor: ( ) P&B: ( ) Colorido
Premiações:
Website da obra:
Sinopse:
Endereço do(a) proponente:
Telefone:
E-mail:
Declaro que li e concordo com os termos da convocatória do IV [CINEPOÉTICAS] Mostra Internacional de Audiovisuais 2105 em www.vfulinaima.blogspot.com.br/
Ou
https://www.facebook.com/pages/Mostra-Cine-V%C3%ADdeo-Curtas/309148895931842?__mref=message_bubble
.........................................................................................................
Envie o(s) DVD(s) p/:
Artur Gomes
Rua Voluntários da Pátria, 479101
Centro - 28030-260
Campos dos Goytacases, RJ - Brasil
.........................................................................................................
FULINAÍMA Produções
portalfulinaima@gmail.com
quinta-feira, 19 de março de 2015
Dita Dura
apaixonada saquei minha arma
minha alma
minha calma.
só você não sacou nada
minha calma.
só você não sacou nada
Ana Cristina César
Percorrendo as ruas do Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, à noite, Castro Alves, personificado pelo poeta Marcos Peralta, declama fragmentos dos seus poemas ao tempo em que o agitador cultural Jorge Mello, da Cruzada Cultural Castro Alves, nos oferece ricas e polêmicas informações - como aquela do tiro no pé durante a caçada em São Paulo - sobre a vida do nosso poeta maior, Antonio Frederico de Castro Alves, nascido em 14 de março de 1847 na Bahia, data declarada "Dia Nacional da Poesia".
Dita Dura
não gosto de farda
fardo ou terno
nem o que chamam:
DITABRANDA
muito menos DITADURA
já La Vie céus e infernos
minha vida é aventura
DITABRANDA
muito menos DITADURA
já La Vie céus e infernos
minha vida é aventura
Pra Dizer Adeus
Pra Dizer Adeus
Adeus
Vou pra não voltar
E onde quer que eu vá
Sei que vou sozinho
Tão sozinho amor
Nem é bom pensar
Que eu não volto mais
Desse meu caminho
Ah, pena eu não saber
Como te contar
Que o amor foi tanto
E no entanto eu queria dizer
Vem
Eu só sei dizer
Vem
Nem que seja só
Pra dizer adeus
Vou pra não voltar
E onde quer que eu vá
Sei que vou sozinho
Tão sozinho amor
Nem é bom pensar
Que eu não volto mais
Desse meu caminho
Ah, pena eu não saber
Como te contar
Que o amor foi tanto
E no entanto eu queria dizer
Vem
Eu só sei dizer
Vem
Nem que seja só
Pra dizer adeus
Torquato Neto musicado por Edu Lobo
gravada por vários grande nomes da MPB e uma das mais
emocionantes é a interpretação de Elis Regina
Clarice Lispector
"(...) Que estou eu a dizer?... Estou dizendo amor... E à beira do amor estamos nós."
Para além da orelha existe um som,
à extremidade do olhar um aspecto,
às pontas dos dedos um objeto -
é para lá que eu vou.
à extremidade do olhar um aspecto,
às pontas dos dedos um objeto -
é para lá que eu vou.
À ponta do lápis o traço.
Onde expira um pensamento está uma ideia,
ao derradeiro hálito de alegria uma outra alegria,
à ponta da espada a magia -
é para lá que eu vou.
Onde expira um pensamento está uma ideia,
ao derradeiro hálito de alegria uma outra alegria,
à ponta da espada a magia -
é para lá que eu vou.
Na ponta dos pés o salto.
Parece a história de alguém que foi e não voltou -
é para lá que eu vou.
Parece a história de alguém que foi e não voltou -
é para lá que eu vou.
Ou não vou?
Vou, sim.
E volto para ver como estão as coisas.
Se continuam mágicas.
Realidade?
Eu vos espero.
E para lá que eu vou.
Vou, sim.
E volto para ver como estão as coisas.
Se continuam mágicas.
Realidade?
Eu vos espero.
E para lá que eu vou.
Na ponta da palavra está a palavra.
(...) À beira de eu estou mim.
É para mim que eu vou.
(...) À beira de eu estou mim.
É para mim que eu vou.
E de mim saio para ver.
Ver o quê?
Ver o que existe.
Depois de morta é para a realidade que vou.
Ver o quê?
Ver o que existe.
Depois de morta é para a realidade que vou.
Por enquanto é sonho.
Sonho fatídico.
Mas depois -
depois tudo é real.
Sonho fatídico.
Mas depois -
depois tudo é real.
E a alma livre procura um canto para se acomodar.
Mim é um eu que anuncio.
Mim é um eu que anuncio.
(...) Amor: eu vos amo tanto.
Eu amo o amor.
O amor é vermelho.
Eu amo o amor.
O amor é vermelho.
(...) À extremidade de mim estou eu.
Eu, implorante,
eu a que necessita,
a que pede,
a que chora,
a que se lamenta.
Mas a que canta.
A que diz palavras.
Palavras ao vento?
que importa,
os ventos as trazem de novo e eu as possuo.
Eu, implorante,
eu a que necessita,
a que pede,
a que chora,
a que se lamenta.
Mas a que canta.
A que diz palavras.
Palavras ao vento?
que importa,
os ventos as trazem de novo e eu as possuo.
Eu à beira do vento.
O morro dos ventos uivantes me chama.
Vou, bruxa que sou.
E me transmuto.
(...) Que estou eu a dizer?
Estou dizendo amor.
E à beira do amor estamos nós.
O morro dos ventos uivantes me chama.
Vou, bruxa que sou.
E me transmuto.
(...) Que estou eu a dizer?
Estou dizendo amor.
E à beira do amor estamos nós.
Clarice Lispector
Arte: Vadim Stein
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Waterkis - Selecione Água
rio Paraíba do Sul - fotos: Artur Gomes
Waterkis - Selecione Água
nesse curta tem depoimento de Silvio Ribeiro de Castro filmado na Cachaçaria em outubro de 2012 durante a semanado XX Congresso Brasileiro de Poesia - Fulinaíma Produções - Direção: Artur Gomes https://www.youtube.com/watch?v=MMoCHm3neJY
Thaylis Carneiro e Gabriel Nunes Tupinambás
- foto: May Pasquetti
Divino Maravilhoso
Curta com o grupo Samba de Dois, Thaylis Carneiro, Gabriel Nunes Tupinambás e Renata Barbosa, cantando músicas de Caetano Veloso e fazendo uma homenagem ao poeta Ronaldo Werneck – filmado na Fundação Casa das Artes – Bento Gonçalves-RS – outubro 2014 – XXII Congresso Brasileiro de Poesia – Fulinaíma Produções – Direção: Artur Gomes
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