XVIII CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Antologias Oficiais do Congresso Brasileiro de Poesia

 

Caro (a) Poeta:

Dentre todos os projetos desenvolvidos durante o CONGRESSO BRASILEIRO DE POESIA, o que mais repercute junto à comunidade escolar de Bento Gonçalves é o POESIA NA ESCOLA, que consiste na distribuição das coleções “POESIA DO BRASIL” e “POETA, MOSTRA A TUA CARA”.

As antologias serão publicadas no sistema cooperativado e obedecerão às seguintes normas:

POESIA DO BRASIL (VOLUMES 19 e 20)
Custo por participação por volume: R$ 770,00, que poderão ser pagos em até seis parcelas através de cheques pré-datados. Cada autor terá direito a 6 páginas, cinco delas com poemas e uma com biografia de no máximo 15 linhas e receberá 40 exemplares, além dos 20 que cederá para distribuição nas escolas durante o XXII Congresso Brasileiro de Poesia.

POETA, MOSTRA A TUA CARA (volume 11) 
Custo por participação: R$ 345,00, que poderão ser pagos em até 4 parcelas através de cheques pré-datados. Cada autor terá direito a 3 páginas, duas delas com poemas e uma com biografia de no máximo 15 linhas e receberá 30 exemplares, além dos 15 que cederá para distribuição nas escolas durante o XXII Congresso Brasileiro de Poesia. Esta antologia é publicada no formato pocket.


IMPORTANTE:
1 – Pagamento parcelado através de cheques pré-datados que deverão ser enviados juntamente com as provas revisadas
2 – A remessa dos exemplares será por conta do autor
3 - O lançamento oficial das antologias será na noite do dia 07 de outubro de 2014, dentro da programação oficial do XXII Congresso Brasileiro de Poesia.

Gostaríamos de contar com sua participação neste importante projeto editorial do Proyecto Cultural Sur Brasil.


Att.
Cláudia Gonçalves
Coordenadora Nacional de Publicações
Contato: cacaugoncalves@gmail.com
Fones: (51) 81977076 TIM 84779737 OI 93736623 CLARO

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

poesia do brasil

 

Fulinaíma produções

Lilia Diniz na 7ª FELIZ – 
São Luís - Maranhão

Usina
mói a cana
o caldo e o bagaço

Usina
mói o braço
a carne o osso

Usina
mói o sangue
a fruta e o caroço

tritura torce suga
dos pés até o pescoço

e do alto da casa grande
os donos do engenho
controlam: o saldo e o lucro


Artur Gomes
http://www.youtube.com/watch?v=bloympN4Jlg&feature=youtu.be
https://www.facebook.com/oficinapoesiafalada?fref=ts
www.artur-gomes.blogspot.com
Fulinaíma Produções – Cine Vídeo Teatro Poesia
Oficinas – mostras - performance
https://www.facebook.com/FulinaimaProducoes?fref=ts






aqui não mais aqui



(uma fímbria)  
                         (uma face)
       
                                            (uma frase)

nem tudo o que sabemos
linguagem
nem tudo o que resta

: o pousar que recolhe
o que existe (a obscura mistura)
viver significa

                         e é tudo
                          sobretudo

Aricy Curvello
Do livro: 50 Poemas Escolhidos Pelo Autor



segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

poesia do brasil

imagem henrygGrossman

os caramujos gritam
nos mamoeiros
do quintal

sabem

que sou eu
que me aproximo

nem humano
nem cruel:
apenas limpo

de faca
em punho
(enferrujada)

em silêncio
como deve ser
um assassino

alguns apenas
olham e resmungam
antes da queda

outros sussurram
numa língua
de sibilas

sou o ponto cego
no amarelo
do quintal

entre pedras
vou abrindo
suas almas



carlos moreira








um poema para ana elisa

eu pesquei o céu 
não dos anjos e santos 
o céu dos poetas 
que é bem mesclado mesmo 
de infernos

*líria porto







Vitrine contra ignorância
(Para Pat Lau)


Minha pele não é branca
Minha pele não é preta
Minha pele não é amarela
Minha pele é transparente
Para que possas ver
Meu sangue
Vermelho
Minhas vísceras
Iguais às tuas
Meus ossos propensos
A osteoporoses
Meu raio x
Da mesma tua
Fragilidade.




Adriane Garcia






Poetria

poema é face descoberta
de tudo que pulsa

poema é atitude permanente
em tudo que passa

(que massa)

Lau Siqueira
In Poesia Sem Pele




Reynaldo Bessa - fotografado 
por artur gomes no PSIU Poértico - Montes claros-MG




quando eu tinha oito anos
descobri o tempo.
ele estava numa plaqueta,
numa mercearia
dizia: “ fiado só amanhã”
foi aí que percebi que o tempo
não posa para fotos

Reynaldo Bessa
Do livro: Outros Barulhos
Prêmio Jabuti – 2009